Ameaças a celulares Android aumentaram quase 10%, diz ESET

Por Wallace Moté | Editado por Claudio Yuge | 26 de Outubro de 2022 às 14h36

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A ESET realiza durante esta semana a sétima edição de seu fórum anual de segurança da informática, onde destaca tendências vistas em ameaças virtuais no ano anterior e comenta tendências que podem ser vistas para o futuro. No primeiro dia de evento, a companhia destacou as ameaças que vemos em dispositivos móveis, e como esperado tivemos um aumento em relação ao mesmo período de 2021.

O grande foco da apresentação de ameaças para dispositivos móveis foi no Android, não apenas pela popularidade maior do sistema do Google como também pelo maior número de dados coletados, já que o iOS tem diversas restrições que dificultam a amostragem.

Detecções de ameaças aumentaram 9,5% no Android

Um dos dados mais preocupantes apontados pela ESET diz respeito ao crescimento de detecções em dispositivos Android na América Latina durante o segundo quadrimestre de 2022 (T2). Segundo eles, foram vistos 9,5% a mais de ataques, com um crescimento de 109% na categoria Spyware, com o trojan Spy.Agent.

Esse tipo de malware possui ampla capacidade de espionagem, dando acesso até mesmo a gravação de áudio e vídeo por parte do invasor, e tem se tornado cada vez mais popular pela facilidade com que pode ser encontrado online.

Curiosamente, porém, mesmo com o crescimento assustador de Spyware a maior ameaça segue sendo dos HiddenApps, que nada mais são que aplicativos que ocultam o próprio ícone para mostrar propagandas sem que o usuário saiba de onde elas estão vindo, monetizando em cima disso. A categoria teve crescimento de 32,4% no período.

Por fim, outra grande ameaça vista foi a dos Adwares, que trabalham de maneira similar aos HiddenApps por ter foco na exibição de propaganda indevida, porém não se dão ao trabalho de esconder os próprios ícones, agindo especialmente em conjunto com apps piratas baixados por meios alternativos.

Felizmente, nem tudo são notícias ruins. Segundo a ESET, várias categorias de ameaças registraram quedas nas detecções no T2, incluindo Ransomware (-8%), stalkerware (-10%), clickers (-30%), trojans SMS (-32%), criptominers (-48.5%) e até mesmo malwares bancários (-17%).

No caso do iOS, os registros mais confiáveis de ameaças detectadas falam sobre o uso do software Pegasus em ao menos cinco países da União Europeia, sendo visto ainda a chegada de uma versão para iOS do popular spyware comercial Hermit. Diferente do Android, ataques ao iOS costumam acontecer com foco em usuários de alto perfil por serem mais trabalhosos e, consequentemente, caros.